Certo ou errado eu quero ter você [. . .]
“Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor. Era melhor.”
~ Martha Medeiros.   (via reclinado)

“É devastador você sentir falta de alguém que no fundo você sabe que nunca mais vai voltar…”

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“Essa noite sonhei com a dor, já era insuportável tê-la comigo durante o dia, eu tentava fugir dela de todas as maneiras, e agora durante a noite, dormindo com a esperança de um novo dia melhor, ela me aparece. A dor estava muto bem vestida, trouxe a mim a impressão de uma criatura elegante e determinada. Seus passos eram silenciosos, só a percebi quando rompeu a escuridão do ambiente onde estava e generosamente sorriu para mim. Sem nada pronunciar ela me abraçou, senti meu corpo arrepiar, seu abraço me tomava o ser inteiro, não me aquecia, pelo contrário, o frio era tão grande que chegava a doer meus ossos; ela aproximou a boca de meu ouvido e sussurrou: ” eu sou teu mestre e tudo que te faço sentir é para que aprenda, nada é em vão, quanto mais te machuco, mais tu aprende”. Eram palavras confortantes, mas como acreditar? A dor tira nosso raciocínio, nossa paz, nossa calma. Como eu posso acreditar que todo esse massacre interno é para um bem maior? Será que todo esse sonho foi apenas algo que minha mente criou pra aliviar toda essa sensação de que a dor é desnecessária e eterna? Não, eu não consigo encontrar solução acordado, não faria isso dormindo. Não sei no que devo acreditar, mas uma coisa eu aprendi nessa noite: não se pode fugir de uma dor.”
~ Destroços de uma vida acabada, Otávio L. Azevedo. (via apagou)

“Se tiver que ser os ventos soprarão a favor, o tempo conspirará no que for e nós seremos felizes. Se tiver que acontecer, amor, nem as teorias do contra, nem toda inveja, nem ninguém irá nos separar.”
~ Fred Medeiros. (via autorias)

“Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor. Era melhor.”
~ Martha Medeiros.   (via reclinado)